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Governador Romeu Zema inaugura 10 novos leitos de UTI em hospital de Poço Fundo, MG

Cidade, que não contava com leitos de UTI, passa a ter estrutura para atendimento a pacientes com Covid-19.

O governador Romeu Zema (Novo) inaugurou nesta quarta-feira (2) 10 novos leitos de UTI em Poço Fundo (MG). Os leitos passarão a funcionar para o tratamento exclusivo de pacientes com Covid-19 no Hospital Gimirim. Durante a tarde, o governador anunciou a abertura de outros 38 novos leitos, sendo 18 de UTI, em Itajubá.

O Governo de Minas informou que irá repassar respiradores e outros equipamentos para a unidade, além de custear as diárias dos leitos, no valor de R$ 1,6 mil cada, até a habilitação pelo Ministério da Saúde.

Poço Fundo até então não contava com nenhum leito de UTI. Segundo o governo, a inauguração é uma resposta para o enfrentamento à doença no Sul de Minas, que passa por um momento de incidência de casos e sobrecarga no sistema de saúde.

Durante a tarde, o governador anunciou em Itajubá (MG) mais 38 novos leitos para tratamento da Covid-19 no município, totalizando 18 leitos de UTI e 20 de suporte de ventilação, semi-UTI. A maioria dos leitos será instalada no Hospital das Clínicas. Eles serão custeados pelo Governo de Minas até que o Ministério da Saúde os habilite.

Durante a vista, o governador falou sobre a situação da pandemia no Sul de Minas.

“A situação hospitalar na região Sul do estado é muito difícil. Muitos hospitais estão praticamente lotados em diversas cidades, o estado tem remanejado pacientes para outros regiões onde a taxa de ocupação não é tão crítica assim e nós temos observado e apoiamos aqueles prefeitos que têm adotado alguma medida restritiva para que a população fique mais resguardada dessa possível nova onda que parece estar surgindo”, disse Romeu Zema.

Conforme o governo, desde o início da pandemia, a macrorregião Sul de Saúde, onde Poço Fundo está inserida, contou com aumento de quase 150% no número de leitos de UTI, passando de 271, em fevereiro do ano passado, para 676 unidades. Também foram criados, em toda a macrorregião, 1.156 leitos de enfermaria.

O Sul de Minas permanece na onda vermelha do plano Minas Consciente, com indicadores preocupantes, especialmente no grau de risco, na incidência de casos confirmados e no número de pacientes aguardando leitos. Na última semana, uma força-tarefa do estado visitou hospitais da região para avaliar as condições das unidades.

Recursos para combate a pandemia

“Sempre há um gargalo. No início da pandemia, nós tivemos o problema da falta de respiradores, nós já adquirimos uma quantidade suficiente, respiradores deixou de ser uma restrição. Em algumas regiões do estado, há dois, três meses atrás, nós tivemos falta de oxigênio. Estamos trabalhando para que esses hospitais migrem do oxigênio em cilindro para o oxigênio a granel, que tem o transporte mais ágil e facilitado. Tivemos a falta de sedativos, vale lembrar que esse tipo de equipamento ainda tem o estoque baixo, não conseguimos normalizar, mas pelo menos não está em falta. E dependendo da cidade da região, existe ainda esse problema da falta de profissionais da saúde. Então em cada momento, dependendo da localidade, falta-se algum recurso que é necessário para o bom andamento hospitalar”.

Efetividade da onda roxa

“Eu posso te afirmar que a onda roxa em Minas Gerais foi fundamental há 60, 70 dias atrás quando ela foi adotada. Os números indicam claramente que o número de novos casos, 10, 15, 20 dias após o início da onda roxa caíram dramaticamente, e nós precisamos adotá-la naquela ocasião, porque caso contrário, todo o sistema de saúde do estado iria entrar em colapso. Enquanto foi possível transferir pacientes de uma região para a outra, nós colocamos os aviões, os helicópteros do estado à disposição, nós fizemos isso. Mas naquele momento foi geral, em todas as regiões e nos estados vizinhos, nem para São Paulo, nem para lugar nenhum era possível fazer essas transferências”.

Novas variantes

“Nós temos que lembrar que em novembro ou dezembro do ano passado, a situação da pandemia no Brasil ficou bem controlada e muitos mineiros e brasileiros julgaram errôneamente que a pandemia já havia passado, que era um resquício de pandemia. Relaxaram e o que aconteceu, tivemos uma segunda onda fortíssima em março e abril deste ano. E o vírus está aqui no meio de mim e de você e quem garante que uma variante mais letal, mais contagiosa não esteja surgindo, ninguém garante. O futuro em relação ao vírus é imprevisível, isso tem que ficar claro e quando nós estamos lidando com um inimigo imprevisível, o bom é tomar cuidado, porque pode aparecer amanhã, semana que vem, uma variante muito pior do que a que nós temos amanhã e pode aparecer uma menos nociva também, mas o bom é ter cuidado.

A onda roxa pode voltar?

“Esperamos que não, mas existe essa hipótese. Estamos fazendo de tudo para que ela não volte, porque ela afeta muito a vida de todos os mineiros e nós não queremos que o povo, depois de tanto sacrifício, ainda tenha de fazer mais algum.

Volta às aulas e vacinação

“A questão da volta às aulas está judicializada, o Tribunal de Justiça que vai analisar se pode ou não voltar e é um desejo nosso, porque o programa de vacinação está avançando, quero lembrar que o Estado de Minas entrou em contato com todos os laboratórios que produzem vacina, mas todos eles, sem exceção, só vendem para países, então cabe ao Estado de Minas seguir o programa do Ministério da Saúde. A previsão é que agora tenhamos as professoras já vacinada e a população já abaixo de 60 anos”

EDSON RODRIGUES

Especialista em Gestão de Saúde Pública