You are currently viewing Ministério da Saúde destina R$ 6,7 milhões para exames de pré-natal na APS

Ministério da Saúde destina R$ 6,7 milhões para exames de pré-natal na APS

Recurso faz parte da Rede Cegonha, estratégia do ministério para ampliar os atendimentos para mulheres no SUS

O Ministério da Saúde repassou R$ 6,7 milhões para o pagamento de exames de pré-natal na Atenção Primária à Saúde (APS). No total, 4.090 municípios são contemplados. A medida está em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) segunda-feira (24/05/2021).

A iniciativa faz parte da Rede Cegonha, estratégia da pasta que assegura os cuidados necessários com mulheres e crianças que buscam atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). A pasta repassa o recurso de acordo com a produção apresentada pelos estados e municípios em 2020.

As cidades que receberão os valores registraram as gestantes com exames avaliados até a 20ª semana de gestação entre janeiro e dezembro de 2020 (acesse aqui a lista com os municípios).

O valor atende à determinação de portaria (nº 3/GM/MS, de 28 de setembro de 2017) que incluiu novos exames no pré-natal da Rede Cegonha. Entre eles, estão cultura de bactérias para identificação (urina), hemoglobina, ampliação do ultrassom obstétrico para 100% das gestantes, além de exames adicionais para gestantes de alto risco, como contagem de plaquetas, ultrassom obstétrico com doppler, entre outros.

Rede Cegonha

Para estruturar e organizar a atenção materno-infantil no SUS, o Ministério da Saúde reforça continuadamente o projeto Rede Cegonha. O projeto qualifica os serviços ofertados pela rede pública de saúde desde o planejamento familiar, passando pela confirmação da gravidez, pré-natal, parto e puerpério; chegando aos cuidados com a criança a partir do nascimento seguro, crescimento e desenvolvimento saudável.

Um dos objetivos é reduzir a mortalidade materna e infantil e garantir a sexualidade responsável e o planejamento familiar de mulheres, homens, jovens e adolescentes. A implantação e expansão do programa segue critério epidemiológico, taxa de mortalidade infantil e razão mortalidade materna, além da densidade populacional.

EDSON RODRIGUES

Especialista em Gestão de Saúde Pública